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Do Ceticismo à Explosão: Por Que o Jogo Contra a Escócia me Fez Voltar a Acreditar no Hexa

  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura

Eu confesso para vocês, eu estava desanimado, pois trago na bagagem a memória viva de tempos em que ver a Seleção Brasileira jogar era um evento sagrado. Nos últimos anos, porém, aquela paixão arrebatadora parecia ter dado lugar a uma frieza burocrática. O torcedor brasileiro andava meio anestesiado, desconfiado, assistindo aos jogos quase por obrigação, com aquele fantasma do "antigamente era melhor" assombrando a sala de estar.

Mas aí veio o jogo contra a Escócia.

E, meus amigos, que reviravolta. O que aconteceu ali dentro de campo, e a resposta que veio das arquibancadas e das ruas, me provou que o coração do torcedor brasileiro não estava morto.


A Faísca que Faltava

O futebol tem dessas coisas. A gente entra em campo esperando um jogo truncado, tenso, mas o que se viu contra os escoceses foi uma Seleção que jogou com o que nós temos de mais precioso: a alma. Houve drible com propósito, houve entrega em cada dividida e, acima de tudo, houve aquela alegria moleque de quem joga bola por amor, não só por contrato.

Quando a bola balançou a rede, não foi só mais um gol em uma crônica esportiva. Foi um grito de desabafo entalado na garganta de milhões de brasileiros. Ali, naquele exato momento, eu olhei para os lados e vi: a faísca tinha reacendido.

O brasileiro precisava desse choque de realidade para lembrar o quanto é bom torcer, vibrar e, sim, ser otimista de novo.


O Clima de Copa Voltou Antes da Hora

No dia seguinte ao jogo, a atmosfera nas ruas já era outra. No mercado, na padaria, no trabalho, o assunto era um só. Aquele sorriso de canto de boca voltou. O rapaz do caixa comentando a jogada de efeito, os amigos

já planejando o churrasco para a próxima partida... É essa energia que nos move!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vira e mexe publica estudos sobre bem-estar e saúde mental, e em suas diretrizes de saúde pública e engajamento social, especialistas como a Dra. Devora Kestel apontam algo que nós, brasileiros, sabemos intuitivamente:

E é exatamente isso. Torcer pela Seleção não é só sobre futebol; é sobre nos abraçarmos como povo, é sobre recuperar o orgulho.


O Que Vem Pela Frente?

Eu já passei da idade de me iludir com qualquer vitória magra, mas o futebol contra a Escócia não foi magro, foi robusto na atitude. Chegar aos 50 e tantos anos me deu a sabedoria de não exigir a perfeição, mas de valorizar a entrega. E essa Seleção se entregou.

O brasileiro se animou de novo. As camisas amarelas estão saindo do fundo da gaveta, a corneta deu uma trégua e a esperança voltou a escalar o time titular dos nossos corações. Se vai vir o título? O futuro a Deus pertence. Mas que é bom demais ver o Brasil sorrindo e torcendo junto de novo... ah, isso é!


 
 
 

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